sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Mata Atlântica sob risco


A Mata Atlântica é o segundo bioma mais ameaçado de extinção do Planeta; só as florestas de Madagascar estão mais ameaçadas. Hoje, ela se reduziu a 7,9% da área original no país, conforme o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica do período de 2005-2008. Em quatro anos, perderam-se 102,9 mil hectares, o equivalente a dois terços da capital paulista. Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia são, nessa ordem, os estados que mais devastam. O primeiro perdeu 32,7 mil hectares, o segundo, 25,9 mil e o terceiro, 24,1 mil. O Rio Grande do Sul vem em quinto lugar, atrás do Paraná . Os maiores remanescentes da Mata Atlântica estão no Sudeste e Sul, no Corredor da Serra do Mar.

Você sabia que, apesar de todo o desmatamento, 70% da água que abastece a população brasileira vem da Mata Atlântica? Mas a mata ciliar, as encostas e os topos de morros, que são a vegetação protetora das bacias, vêm sendo destruídas. Elas mantêm os recursos hídricos limpos, melhoram os processos de infiltração e armazenamento e diminuem o escoamento superficial, evitando enchentes.

Mesmo reduzido, o bioma Mata Atlântica ainda é um dos mais ricos do mundo em diversidade de plantas e animais. Considerando-se apenas o grupo das angiospermas (vegetais que apresentam suas sementes protegidas dentro de frutos), acredita-se que o Brasil possua 22% a 24% do total que se estima existir no mundo. Desse total, as projeções indicam que a Mata Atlântica tenha cerca de 20 mil espécies, ou seja, entre 33% e 36% das existentes do País. É a floresta mais rica do mundo em diversidade de árvores.

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