sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

João Paulo II: peregrino da ecologia


Karol Wojtyla, no seu Pontificado, percorreu os diversos cantos do mundo rogando a paz e a solidariedade, a ponto de ser reconhecido mundialmente como o Papa Peregrino. Se durante a vida não conseguiu ver concretizada a almejada paz entre os povos, João Paulo II conseguiu comover e mobilizar grande parte dos homens, fiéis ou não à Igreja que presidia.

Esse homem, com reconhecida consciência profundamente humana e com visão universal, deixou, por isso, um legado de respeito à natureza que devemos seguir para viver em harmonia na Terra e com Deus. Parece-me, portanto, mais que necessária uma profunda reflexão sobre as diversas mensagens que nos deixa o Santo Padre.

Dentre elas, destaco um trecho do sermão por ele proferido na Praça São Pedro, no Vaticano, em novembro de 2000. Dirigindo-se à multidão de mais de 100 mil pessoas, João Paulo II disse: "Trabalhem de maneira a resistir às tentações da produtividade e do lucro que não têm em conta o respeito à natureza. Deus confiou a terra ao homem para que a cultive e a guarde. Se o homem se esquecer deste princípio e se fizer, em vez de guardião, tirano da natureza, mais cedo ou mais tarde ela revoltar-se-á. (...) A harmonia do homem com o seu semelhante, com a criação e com Deus é projeto desejado pelo Criador. Tal projeto foi e é continuamente subvertido pelo pecado humano, que afirma uma progressiva tensão de conflito com Deus, com o próprio semelhante e, enfim, com a natureza". O respeito ao meio ambiente, assim, está diretamente ligado à fé que temos em Deus, na medida em que tudo que existe está envolvido no Mistério de Deus, faz parte do mistério da vida.

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