sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A privatização das praças da cidade


Embora inalienáveis e constituindo-se patrimônio da cidade segundo a Lei Orgânica do Município, no decorrer da nossa história e, até hoje, muitas áreas verdes (praças, parques, unidades de conservação e reservas ecológicas) têm sido utilizadas de forma contrária a sua função primordialmente ambiental, cultural e social e, portanto, pública.

As praças, por exemplo, são planejadas, projetadas e executadas para uso livre, todavia respeitoso, de toda a comunidade. Por isso, é inaceitável o seu uso privado. Refiro-me aos proprietários de cães que transformam praças em "depósitos" de dejetos de animais ou àqueles que, simplesmente, jogam seu lixo no chão. Refiro-me, ainda, aos vândalos que depredam e comprometem monumentos, canteiros e benfeitorias de nossas praças.

Há, também, outros tipos de "privatização" desses nobres espaços da cidade. Falo de praças que foram invadidas ou concedidas a clubes, associações ou terminais de ônibus e lotações. Ou daqueles que, em virtude de um problema social ou não, fazem da praça a sua residência. [Continue lendo...]

3 comentários:

  1. É... legal o post...
    Aki na minha cidade por exemplo,
    Algumas praças foram transformadas por alguns empresários em Pit Dogs ou lanchonetes do gênero...
    Invasão total...Desrespeito para com todos.
    Uma área q deveria ser pública e comum, torna-se privatizada pelo interesse individual...
    Falta atitude aí por parte do poder municipal.
    Bjin
    =)

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  2. Aqui em Salvador, a praça do Campo Grande, conhecidíssima pelo carnaval, é uma praça adotada por um órgão particular. Melhorou bastante aspectos como segurança e limpeza, pois tem vigilantes de olho na bagunça, assaltos e sujeiras diversas.

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  3. E nossos impostos são pra que mesmo ?
    Não cuidam da saúde, das estradas da segurança e nem do patrimônio público ?
    Vamos privatizar tudo e pagar menos impostos ?
    Fica o questionamento.

    Abraços e parabéns pela matéria.

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